A reprogramação postural atua na prevenção de doenças associadas ao desequilíbrio do corpo. Diferencia-se por ser uma nova abordagem de diagnóstico e tratamento multidisciplinar que reúne várias especialidades como oftalmologia, fisioterapia, odontologia, fonoaudiologia, ortóptica, podologia e outros.
A posturologia tem por base a correção dos captores (receptores ) sensitivos, são eles: olhos, boca e pés. Esses três receptores têm por função levar informações até o cérebro de toda interação com o ambiente em que vivemos, o mesmo processa essas informações e reenvia está informação aos músculos nos dando a posição ereta, por vezes esses captores desregulados mandam informações erradas nos deixando assim com posturas inadequadas e viciosas, causando dores e desconfortos constantes. Conseguindo a correção desses captores sensoriais, teremos uma postura mais harmônica o que diminui a pressão sobre os ossos, nervos, ligamentos, músculos e tendões.

Nosso corpo, seja sentado ou em pé, tem algumas funções complementares como: lutar contra a gravidade para manter a postura ereta, opor-se às forças externas, guiar e reforçar um movimento habitual nosso, e ainda nos equilibrar durante estes movimentos.
Para se ter uma postura correta é necessária uma organização adequada de vários sistemas que, integrados, nos ajudam a ficar em pé, em posição ereta. Além de ossos, músculos, ligamentos, articulações, e outros sistemas, os dentes são fundamentais na manutenção do eixo postural. Na França, um estudo realizado pelo médico e cirurgião-ortopedista Bernard Bricot aponta que menos de 10% da população possui postura adequada, ou seja, os 90% restantes  apresentam um desequilíbrio postural, e ter este desequilíbrio é algo natural pelas atividades que temos, o problema é quando estes desequilíbrios causam patologias em nosso corpo, como enxaquecas, artroses e dores musculares.
Por isso a posturologia não é uma nova Medicina e sim uma nova forma de abordagem dela, nas avaliações é importante diagnosticar, por exemplo, se a pessoa tem defeito de convergência dos olhos e  hábitos parafuncionais na boca, como o bruxismo.

No desenho acima temos 5 exemplos de postura:

A. Postura normal;
B. Aumento das curvaturas da coluna;
C. Região do tronco está mais curvada para trás;
D. Tronco inteiro com curvas diminuídas;
E. Pescoço, tronco e lombar sem curvatura alguma.

O diferencial no método de reprogramação postural de Bricot é que o diagnóstico é feito pela avaliação de outros órgãos do corpo, chamados de captores, além da própria coluna vertebral. A postura, no entanto, é afetada diretamente por disfunções nos captores dos pés e  olhos e, em menor escala, pelos desequilíbrios no captor do aparelho mastigatório e captor pele (cicatrizes patológicas), que recebem e transmitem informações do meio externo e interno ao sistema postural.
A convergência ocular pode ser definida como disposição de linhas que se dirige para o mesmo ponto, o que significa que a insuficiência de convergência na medicina é a dificuldade de ambos os olhos em acompanhar um objeto próximo dirigindo-se a raiz do seu nariz, sendo que um ou ambos, podem desviar em direção oposta.

As pessoas com insuficiência de convergência costumam ter queixas de vista cansada após leituras prolongadas ou períodos longos de trabalho diante do computador, embaralhamento, perda de linhas ao ler, ardor ocular, esfregando, fechando ou cobrindo um olho, dificuldade em lembrar o que foi lido,  cefaleias (dor de cabeça), principalmente mais ao final do dia, estrabismo, aparecem palavras movendo, saltando, nadando ou flutuando.

A insuficiência de convergência e heteroforias (desvio de um olho da direção correta) são as causas de 82% das enxaquecas, cefaleias e vertigens funcionais.
Podemos encontrar neste desequilíbrio ocular alguns sinais físicos como alterações posturais, principalmente da cabeça, ombros, colunas com escolioses adaptativas, desequilíbrio na oclusão como, mordida cruzada e perda de contatos dos dentes.

O tratamento postural deverá ser feito idealmente na fase de crescimento, mas nada impede de ser feito em qualquer outra fase da vida. O tratamento é feito com o uso de uma palmilha especial.  Essas palmilhas funcionam a partir de vários princípios: no interior das palmilhas existe uma frequência que é um microprocessador que vai equilibrar as cadeias musculares em permanência, onde são colocados pequenos relevos para agir sobre alguns componentes a partir dos pés, por exemplo, um tipo de apoio particular interno ou externo. Nessas palmilhas, vão ter estruturas específicas que vão agir fazendo uma retropulsão ou uma propulsão dos ombros a partir de elementos específicos como a colocação de uma pequena superfície de espuma no apoio dessas palmilhas que vão levar o corpo mais para frente ou para trás. O desequilíbrio anterior do corpo representa a postura de 72% das pessoas que sofrem do problema, ocasionando dores nas panturrilhas, tendinites, dores em faixa lombar, então a palmilha dá um efeito imediato de desaparecimento dessa sintomatologia.

Em nível do captor ocular existem dois modos de correção, que podem estar associados ou independentes. O 1ª são tratamentos com magnéticos que vão agir modificando a tensão do músculo do olho e a 2ª técnica são exercícios especiais que permitem corrigir os músculos dos olhos. Para o tratamento do captor do aparelho mastigatório (inclui o sistema estomatognático com suas funções), contamos com a colaboração dos dentistas que vão trabalhar com o equilíbrio morfológico e funcional facial.
O aparelho mastigatório, em 15% dos casos é que descompensa o equilíbrio do Sistema Tônico Postural e em 85% dos casos é o desequilíbrio do Sistema Tônico Postural que vai desequilibrar o aparelho mastigatório. Alterações dos pés poderão desencadear problemas superiores e vice-versa. A técnica não corrige somente problemas odontológicos. Na verdade a técnica atua em todo o sistema locomotor. Quando existe um desequilíbrio de cadeias musculares, o aparelho mastigatório, através da postura crânio-cérvico-mandibular também é atingido, porque representa o traço de união entre as cadeias musculares anteriores e posteriores. A maxila através do crânio se liga a cadeia posterior, e a mandíbula junto com a língua estão ligadas á cadeia anterior.
Nesse caso é preciso corrigir os captores oculares e podais antes mesmo de corrigir o aparelho mastigatório já que em 85% dos casos o aparelho mastigatório está sofrendo influências de cadeias musculares que está se adaptando a um desequilíbrio postural.

No sistema mastigatório a posição dos dentes irá influenciar na postura, falta de dentes, perda de dentes, dentes girados ou apinhados, tipos de restaurações (amálgama ou resina), disfunções da articulação temporomandibular,  uso ou não de aparelhos ortodônticos, hábitos parafuncionais (chupeta, dedos, morder objetos).
O uso de restaurações contendo amálgama, além de ser perigoso devido conter mercúrio, que é um elemento altamente tóxico tanto para a natureza como ao ser humano, pode causar micro correntes causando galvanismo.  Micro galvanismo é uma evolução importante no entendimento de muitas doenças. É o ponto de partida para as diferentes observações clínicas que estão ligadas à presença de metais no corpo (na boca especificamente).  Um  micro amperímetro, aparelho específico que nos permite medir a influência de micro galvanismo no corpo. Um micro galvanismo pode estar presente entre dois metais na boca e / ou um metal na boca e uma pulseira ou um anel. Uma corrente de 300 milivolts ou mais é susceptível de perturbar alterando o funcionamento neuromuscular adequado. A presença de uma única uma carga metálica pode dar relativamente grandes correntes, e a presença de numerosos objetos metálicos (brincos, colares, anéis, pulseiras, piercing, etc) parece causar uma distribuição de correntes causando uma disfuncionalidade no corpo e alterando a postura.
O tempo estimado para o tratamento é entre 10 meses a um ano. Este é o tempo que precisamos pra reprogramar um novo e um bom esquema corporal. Porém em algumas outras patologias, precisamos de um tempo mais longo.

Indicado para:

  • Má postura;
  • Pessoas com o pé chato ou cavo;
  • Dores crônicas;
  • Enxaquecas;
  • Disfunção articulação temporomandibular;
  • Alteração de convergência ocular (estrabismo)
  • Apneia;
  • Dor após ficar por longos períodos em pé ou sentado;
  • Artrose;
  • Osteófitos (“Bico de papagaio);
  • Hérnia de disco;
  • Vertigens;
  • Quedas e Instabilidades;
  • Entorses constantes do tornozelo e joelho;
  • Dores nos joelhos e pés;
  • Escoliose;
  • Parkinson;
  • AVC (Acidente Vascular Cerebral);
  • Atletas amadores e profissionais.